Fundação Aristides de Sousa Mendes

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Colóquio «A Singularidade do Holocausto no Contexto do Genocídio» - 28 Jan

Centro de Estudos Judiciários (Largo do Limoeiro),

dia 28 de Janeiro de 2014, pelas 18.00 horas, com entrada livre.



INTERVENIENTES:

Irene Pimentel - «Etapas que levaram ao Holocausto»                                     

Maria Filomena Molder - «Auschwitz e as palavras»                  

Beata Cieszynska e Pedro Barbas Homem.


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«Mulheres e crianças judias, em Auschwitz, pouco antes de serem conduzidas às câmaras de gás.»

Obedeci apenas a ordens, a ordens superiores.

  Adolf Eichmann, durante o seu julgamento em Israel pelos seus crimes de guerra, em 1960.

Acabar com vidas não merecedoras de vida.


  Adolfo Hitler, 1941

 

Hoje, neste mesmo momento em que me sento a escrever a uma mesa, eu próprio não estou convencido de que estas coisas tenham acontecido realmente.

  Primo Levi, 1946

Digamos que Arendt tem razão e que o significado do Holocausto não está provincianamente confinado a vítimas judias e criminosos alemães, mas só pode ser compreendido em termos universais e éticos. (Timothy Snyder)

  Tony Judt com Timothy Snyder, in Pensar o Século XX

Je m’adresse à vous aujourd’hui, cher camarade, en vous priant poliment mais instamment d’une chose: aidez-nous. Sauvez-nous la vie. Donnez-nous la possibilité d’avoir simplement la vie sauve dans votre pays. Ayez pitié de nous, je vous en prie, et accueillez-nous. C’est une question de pure humanité que d’avoir pitié de nous. Je place mon destin entre vous mains et je vous le dis au fond du plus grand désespoir: pour l’amour de Dieu, sauvez-nous.*

  Max Feingold, 1943

  Jean Ziegler, La Suisse, l’or et les morts. Ed. du Seuil, 1997

 Escrevo-lhe hoje, caro camarada, suplicando-lhe educadamente mas com urgência uma coisa: ajude-nos. Salve-nos a vida. Dê-nos a possibilidade de ter simplesmente a vida salva no seu país. Tenha piedade de nós, suplico-lhe, e acolha-nos. É uma questão de pura humanidade ter piedade de nós. Entrego o meu destino nas suas mãos e digo-o no fundo do maior desespero: pelo amor de Deus, salve-nos. (Max Feingold, 1943) (Tradução de Maria do Carmo Vieira)

A nossa época não se define pelo triunfo da técnica pela técnica, como também não se define através da arte pela arte, assim como não se define pelo nihilismo. Ela é acção para um mundo que se aproxima, superação da sua época – superação de si que exige a epifania do outro.

  Emmanuel Lévinas (1906-1995)


Irene Flunser Pimentel é licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, mestre em História Contemporânea (século XX) e doutorada em História Institucional e Política Contemporânea, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Elaborou diversos estudos sobre o Estado Novo, o período da II Guerra Mundial, a situação das mulheres e a polícia política durante a ditadura de Salazar e Caetano. É investigadora do Instituto de História Contemporânea (FCSH da UNL), tendo coordenado, até Junho de 2012, o projecto, financiado pela FCT, «Justiça Política na Transição para a democracia em Portugal (1974-2008)». Neste momento está a realizar um projecto de Pós-Doutoramento, aprovado pela FCT, intitulado «O processo de justiça política relativamente à PIDE/DGS, na transição para a democracia em Portugal». Prepara ainda, em co-autoria, uma série de documentários sobre a polícia política do Estado Novo para a Rádio Televisão Portuguesa. É autora de diversos artigos e livros, entre os quais se contam:

- textos relativos a Portugal da obra Contai aos Vossos Filhos. Um Livro sobre o Holocausto na Europa, 1933-1945 (Gótica, 2000)

- Fotobiografia de Manuel Gonçalves Cerejeira (Círculo de Leitores em 2002)

- Judeus em Portugal durante a Segunda Guerra Mundial. Em Fuga de Hitler e do Holocausto (Esfera dos Livros, 2006)

- Vítimas de Salazar. Estado Novo e Violência Política (Esfera dos Livros, 2007), em co-autoria com João Madeira e Luís Farinha

- A História da PIDE (Círculo de Leitores e Temas & Debates, 2007)

- Mocidade Portuguesa Feminina (Esfera dos Livros, 2007)

- Fotobiografia de José Afonso (Círculo de Leitores, 2009 e Temas & Debates, 2010)

- Cardeal Cerejeira. O Príncipe da Igreja, (Esfera dos Livros, 2010).

- Espiões em Portugal durante a II Guerra Mundial, Lisboa, Esfera dos Livros, 2013

- História da Oposição à Ditadura em Portugal. 1926-1974, Porto, Ed. Figueirinhas, Março de 2014 (no prelo).

Entre vários prémios:

- Judeus em Portugal durante a Segunda Guerra Mundial. Em Fuga de Hitler e do Holocausto, prémio ex-aequo Adérito Sedas Nunes, atribuído pelo Instituto de Ciências Sociais, 2007

- Prémio Pessoa, atribuído pelo Expresso e a Unysis, 2007


Maria Filomena Molder é professora catedrática aposentada do Departamento de Filosofia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Desde 1978 escreve para revistas de filosofia e de literatura: Filosofia e Epistemologia, Prelo, Análise, Revista Ler, Sub-Rosa, A Phala, Internationale Zeitschrift für Philosophie, Philosophica, Revista Belém, Dedalus, Rue Descartes, Chroniques de Philosophie, La Part de l’Oeil, Walter de Gruyter, Cadernos Nietzsche. Desde 1984 escreve para catálogos e outras publicações sobre arte e artistas, portugueses e estrangeiros.

Principais publicações: O Pensamento Morfológico de Goethe, IN-CM, 1995. Semear na Neve. Estudos sobre Walter Benjamin, Relógio d’Água, 1999 – Prémio Pen-Club 2000 para Ensaio. Matérias Sensíveis, Relógio d’Água, 2000. A Imperfeição da Filosofia, Relógio d’Água, 2003. O Absoluto que pertence à Terra, Vendaval, 2005. Símbolo, Analogia e Afinidade, Vendaval, 2009. O Químico e o Alquimista. Benjamin, Leitor de Baudelaire, Relógio d’Água, 2011 – Prémio Pen-Club 2012 para o Ensaio. Editou Paisagens dos Confins. Fernando Gil, Vendaval, 2009. Também o nº 68 da revista Rue Descartes, “Philosopher au Portugal Aujourd’hui”, 2010. E ainda Morphology. Questions of Method and Language, Col. Lisbon Philosophical Studies, Peter Lang, Bern/ Berlin/ Bruxelles/ Franfurt am Main/ New York/ Oxford/ Wien, 2013.


Béata Cieszynska é Doutorada em Estudos Literários pela Universidade de Gdansk, Polónia. Trabalha como Investigadora no CLEPUL – Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e é Coordenadora do Grupo de Investigação 5: Interculturalidade Ibero-Eslava. Outras funções exercidas: foi Presidente da Direção CompaRes – International Society for Iberian-Slavonic Studies (atualmente, é Presidente da Assembleia); Coordenadora da CISCR-ICS – Commission for Iberian-Slavonic Comparative Research at the International Committee of Slavists; foi, até 2012, Co-directora da revista do CLEPUL Letras com Vida; Editora Principal do Anuário da CompaRes IberoSlavica. Áreas de Estudo: História da Literatura e Cultura; Leitura do Outro nas perspectivas ibérica e eslava; Estudos comparados ibero-eslavos. Principais publicações: Béata Elzbieta Cieszynska (ed.), Janelas da alma. Os cinco sentidos na literatura barroca, Bydgoszcz, Point, 2006; Béata Elzbieta Cieszynska (ed.), Iberian and Slavonic Cultures: Contact and Comparison, Lisbon, CompaRes, 2007. Publicações mais recentes: Béata Elzbieta Cieszynska, "Amostras literárias de Portugal e dos países lusófonos nos periódicos eslavos. O caso da revista polaca Literatura no Mundo (desde 1971)”, in Carlos Cordeiro, Susana Serpa Silva (coords.), A História da Imprensa e a Imprensa na História. O Contributo dos Açores, Açores, Centro de Estudos Gaspar Frutuoso da Universidade dos Açores, 2009, pp. 203-220; Béata Elzbieta Cieszynska, José Eduardo Franco e Teresa Pinheiro (eds.), Europa de Leste e Portugal. Realidades, Representações e Relações, Lisboa, Esfera do Caos Editores, 2010; Béata Elzbieta Cieszynska, José Eduardo Franco e Teresa Pinheiro (eds.), Repensar a Europa. Europa de Longe, Europa de Perto, Lisboa, Gradiva, 2013.

Pedro Barbas Homem é Director do Centro de Estudos Judiciários e Professor Catedrático da Faculdade de Direito de Lisboa. Autor de mais de 15 livros sobre Teoria do Direito, História do Direito, Relações Internacionais e Direito da Educação. Coordenador da Comissão do Ensino Superior do Conselho Nacional de Educação. Membro da Comissão de Conciliação e Bons Ofícios entre os Estados da UNESCO.