Cabanas de Viriato, 2 de julho de 2026
O auditório da Casa do Passal encheu-se por três vezes para a conversa com Mahoor Kaffashian e Farzad Hashemi, médicos dentistas formados em na Universidade Católica em Viseu. Ambos iranianos, Mahoor e Farzad partilharam brevemente a sua história de exílio da Ucrânia a Portugal (passando pela Polónia, Holanda, Alemanha, França e Espanha), em 2022, até à conclusão do Mestrado no ano passado. Mais do que testemunhos, ouviram-se as suas reflexões maduras sobre o que é ser-se refugiado e o processo de integração em Portugal. Antes, Inês Espada Vieira, vogal do Conselho de Administração da FASM, enquadrou a situação de exílio e refúgio no contexto da hospitalidade como opção individual e coletiva.
Como em 1941, quando chegavam às fronteiras da Península Ibérica pessoas fugidas da guerra e da ameaça nazi, hoje também existem essas pessoas para quem uma assinatura e um carimbo (sejam reais, como os que passou Aristides, sejam metafóricos, como podem ser um título de residência da AIMA ou um encaminhamento num serviço de saúde) decidem o caminho que farão e o destino que conseguirão alcançar.
Esta iniciativa fez parte da conclusão dos 42.º Curso de Formação de Magistrados para os Tribunais Judiciais e o 12.º Curso de Formação de Juízes para os Tribunais Administrativos e Fiscais do Centro de Estudos Judiciários. A FASM divulga o Ato de Consciência de Aristides como guia moral que continua a ser urgente: escolher as pessoas e agir em conformidade com os valores do humanismo.
Cabe uma palavra ainda nesta breve notícia para a inexcedível equipa do Museu Aristides de Sousa Mendes.




